Me identifico muito com o texto de Silvio da Costa Pereira. Talvez por ter iniciado a minha carreira na educação na cidade de Florianópolis e ter passado pela minha primeira experiência com o uso das mídias na sala de aula por lá.
O início nunca é fácil. Lembro que em todas as escolas que trabalhei já tinham o laboratório de informática e o técnico que auxiliava no uso dos computadores. Precisávamos organizar o planejamento e apresenta-lo com antecedência ao técnico para que este pudesse nos auxiliar, organizando o ambiente para receber o grupo. Sempre precisávamos ter um objetivo claro e concreto. O uso do computador simplesmente para jogos era quase inexistente porque erámos em muitas turmas e não dispúnhamos deste tempo. Foram experiências enriquecedoras e de grandes aprendizagens.
Aqui em Jaraguá do Sul, meu contato com as diferentes mídias se deu de forma diferenciada. Isto porque atuo como supervisora de ensino e não mais como professora, o que exige outra postura e outro olhar sob uma mesma perspectiva. Orientar professores, estimulá-los ao uso das tecnologias em sala de aula ou mesmo no ATE - Ambiente Tecnológico Educacional - requer muita força de vontade e coragem. Digo coragem pelo fato de, em muitos casos, o próprio professor ter dificuldade no manuseio das máquinas e em muitos momentos se negar a experimentá-las, podando assim, o seu acesso e do próprio aluno às mídias. Foram inúmeros os passos dados para efetivar as ações na escola, mas acredito ter sido válido cada um deles, pois hoje percebo, leio e constato, que cada vez mais os professores estão motivados e ousados ao usarem as tecnologias nas suas aulas a favor da aprendizagem e da instigação pelo pequeno/grande pesquisador. Sou muito realizada pelas conquistas de uma escola, sei que ainda precisamos caminhar muito, mas o pouco que já se vem fazendo, é muito gratificante.